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Frase do dia 31 outubro 2008 as 8:31 am de karaloko

 

“Comemorar a ascensão do Corinthians para a primeira divisão é como fazer churrasco quando um primo é solto da cadeia: A gente compra a carne, a cerveja, comemora, mas dá a maior vergonha dizer o motivo da festa.”

+ Palmeiras derrota o Goiás no Palestra Itália e volta ao G-4 Por Natalia 30 outubro 2008 as 10:00 am Nenhum comentário

 

No sufoco, Verdão consegue furar o forte bloqueio defensivo da equipe goiana, faz as pazes com a vitória e segue na briga

Luxemburgo prometeu que o Palmeiras iria se recuperar após a derrota por 3 a 0 para o Flu. Dito e feito. Longe de ter sido uma atuação de gala, o Verdão superou a retranca do Goiás e venceu por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Palestra Itália. De quebra, voltou ao G-4 e manteve as esperanças de brigar pelo título nacional. O goleiro Marcos, repreendido pelo técnico Vanderlei Luxemburgo por ter criado uma crise ao criticar o time após a derrota para o Tricolor, fez duas grandes defesas e garantiu os três pontos. Alex Mineiro, em cobrança de pênalti, foi o autor do único gol da partida. (Assista ao vídeo com o gol)

Já a torcida do Palmeiras não gostou da atitude de Diego Souza, que criticou Marcos por ter pedido um psicólogo para o elenco alviverde. Assim que foi substituído por Maicosuel, o meia foi vaiado e xingado pelos palmeirenses, que gritaram o nome do goleiro.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras disputa o clássico contra o Santos, domingo, às 17h, na Vila Belmiro, na Baixada Santista. Já o Goiás enfrenta o Cruzeiro, no mesmo dia e horário, no Serra Dourada, em Goiânia.

Esquemas diferentes: 4-4-2 x 3-6-1

O Palmeiras entrou em campo no tradicional esquema tático 4-4-2, com Roque Júnior e Gustavo na zaga e dois meias de armação especialistas: Evandro e Diego Souza. Já o Goiás optou pelo defensivo 3-6-1, com apenas Iarley no ataque. Mesmo assim, o jogo ficou equilibrado no meio-campo, com muita marcação e poucas jogadas ofensivas.

Com toques rápidos pelos lados do campo, o Palmeiras partiu para o ataque. Mas o Goiás criou uma barreira defensiva forte, vigiou em cima Alex Mineiro e Kléber e partiu para contra-ataques envolventes, na maioria das vezes puxados por Iarley.

Aos 21 minutos, Alex Mineiro ganhou da zaga do Goiás pelo alto, dominou e tocou para Diego Souza, livre de marcação. Mas o meia perdeu gol incrível e mandou a bola por cima do travessão. Com dificuldades para envolver o sistema defensivo do rival, o Verdão passou a depender da individualidade de Kléber.

Aos 26 minutos, Kléber foi agarrado na entrada da área. Leandro cobrou falta e Kléber foi agarrado dentro da área por Júlio César. Pênalti, que Alex Mineiro, aos 27, cobrou com perfeição e fez 1 a 0. Em desvantagem no placar, o Goiás tentou sair para o ataque. Porém, com apenas Iarley no setor ofensivo, ficou difícil levar vantagem em cima da zaga palmeirense.

Segundo tempo

O jogo ficou aberto na etapa final. O Goiás adiantou a marcação e partiu para o tudo ou nada. Marcos fez duas grandes defesas. Aos 11, ele pegou uma cabeçada de Rafael Marques. Aos 18, o camisa 12 do Verdão defendeu um chute cara a cara com Iarley. Porém, aos 16, foi a vez de Evandro, que cobrando falta, obrigou o goleiro Harlei a trabalhar dobrado.

O técnico Hélio dos Anjos abandonou o esquema tático defensivo 3-6-1 trocando Thiago Feltri pelo atacante Felipe, aos 17 minutos. Luxemburgo respondeu sacando o artilheiro Alex Mineiro para a entrada do velocista Denílson. Em seguida, para não perder o poder de marcação, ele mandou a campo o volante Sandro Silva na vaga de Evandro.

Apesar de valorizar a posse de bola e trocar passes rápidos, o Palmeiras criou poucas chances de gol. Mas também não levou sufoco, pois o Goiás, depois de um início fulminante, criou pouco no setor ofensivo. Melhor em campo, o Verdão tocou a bola e esperou o tempo passar até o árbitro encerrar a partida.

+ Kaká marca, Milan vence e se mantém na cola dos líderes do Campeonato Italiano Por Natalia 30 outubro 2008 as 9:33 am Nenhum comentário

Brasileiro faz de pênalti (sofrido por Alexandre Pato) o gol do difícil triunfo sobre o Siena, no San Siro

O Milan mostrou nesta quarta-feira que é forte candidato ao título do Campeonato Italiano . Jogando em casa, o Rubro-Negro não foi brilhante, mas demonstrou força ao derrotar o Siena por 2 a 1. Inzaghi e Kaká fizeram os gols do Milan, com Vergassola descontando para os visitantes.

Com o resultado, o Milan se manteve um ponto atrás dos líderes Udinese e Napoli, que também venceram nesta quarta (20 a 19). O Rubro-Negro teve ainda a felicidade de ultrapassar o arqui-rival Inter, que empatou com o Fiorentina e empacou em 18 pontos.

Sem Ronaldinho Gaúcho, vetado por conta de um problema no joelho direito, o Milan teve Emerson, Kaká e Pato como titulares. Os três tiveram boa atuação. O time se impôs na primeira etapa e foi o dono das melhores chances de gol. Antes de fazer 1 a 0, o Milan já havia posto uma bola na trave.

O placar foi aberto aos 30 minutos. Kaká tabelou com Seedorf, avançou e rolou para Gattuso. O volante deu passe com açúcar para Inzaghi, que bateu firme na saída do goleiro e correu para o abraço.

Em vantagem, o Milan relaxou um pouco na partida e chegou a ser pressionado pelo Siena pouco antes do intervalo. O panorama seguiu parecido na volta para o segundo tempo. O Siena se aproveitou e empatou aos oito minutos. Após bobeira da zaga, Vergassola recolheu na área, limpou a marcação e soltou a bomba para vencer o goleiro Abiatti. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.

O gol deu um choque no time do Milan, que partiu em busca da vitória. O lance que decidiu o jogo foi puramente brasileiro. Aos 20 minutos, Kaká recebeu no lado direito da área e bateu cruzado, buscando Pato, que fechava pelo meio. O camisa 7 recebeu carga por trás, caiu e a arbitragem marcou pênalti. Kaká bateu com perfeição e não deu chances ao goleiro Manitta.
Apesar de ter tido algumas chances para ampliar, o Milan correu riscos de ceder o empate. Valente, o Siena nunca desistiu. Em sua melhor chance, Grossi, de falta, bateu no canto. Abiatti só olhou e torceu para que a bola fosse para fora, o que acabou por acontecer.

Confira a nona rodada completa:

Milan 2 x 1 Siena
Roma x Sampdoria (suspenso devido à chuva)
Bologna 1 x 2 Juventus
Catania 0 x 2 Udinese
Chievo 1 x 2 Lazio
Fiorentina 0 x 0 Inter de Milão
Genoa 2 x 1 Cagliari
Lecce 1 x 1 Palermo
Napoli 3 x 0 Reggina
Torino 2 x 1 Atalanta

 

 

+ São Paulo supera o Botafogo e agora está lado a lado com o líder Grêmio Por Natalia 30 outubro 2008 as 9:04 am Nenhum comentário

 

Árbitro atende auxiliar e anula gol legítimo da equipe alvinegra, causando revolta no time e a invasão de campo do presidente

O São Paulo deu um passo importante rumo ao hexacampeonato, e o Botafogo viu o sonho da Libertadores ficar ainda mais distante. Na noite desta quarta-feira, no Engenhão, o Tricolor derrotou o Alvinegro por 2 a 1 num jogo polêmico, no qual o time carioca foi prejudicado pela arbitragem, que anulou mal o gol que seria o do empate. O lance, complicado para o árbitro Sérgio da Silva Carvalho e o auxiliar Renato Miguel Vieira, protagonistas do erro, causou a revolta do presidente Bebeto de Freitas, que invadiu o campo para protestar.

Com o resultado, a equipe paulista alcançou o Grêmio na liderança do Brasileirão, com 59 pontos, mas perde no primeiro critério de desempate: tem uma vitória a menos (16 contra 17 do time gaúcho). Já o Alvinegro, com 49 pontos, a nove do G-4, permanece em sexto lugar, agora com a companhia do Coritiba, mas com a vantagem de uma vitória (14 a 13). As duas equipes voltam a campo no próximo domingo. O Botafogo vai a Belo Horizonte enfrentar o Atlético-MG, às 17h, no Mineirão, enquanto o São Paulo recebe o Internacional no Morumbi, às 19h10m. Alessandro e André Dias levaram o terceiro cartão amarelo e estão fora das partidas.

Depois de tanto mistério nos treinos de segunda e terça-feira, quando o técnico Ney Franco impediu a entrada da imprensa na primeira parte dos trabalhos, o Botafogo não apresentou nenhuma novidade tática contra o São Paulo. Sem Lucio Flavio, que se recupera de um estiramento muscular, e Carlos Alberto, suspenso, a equipe se ressentia de criatividade no meio-campo. Por outro lado, apesar de começar com três zagueiros e três volantes, o Alvinegro tinha dificuldades para impedir a movimentação ofensiva do São Paulo, principalmente com Dagoberto e Jorge Wagner pelas alas, além das aparições de Hugo e Hernanes.

E foi assim que o adversário foi criando oportunidades de gol. Aos nove minutos, Hernanes cruzou da direita, e Hugo, mal marcado na área por Leandro Guerreiro, não conseguiu completar. Dois minutos depois, Hernanes chutou fraco e facilitou a defesa de Renan, que trabalhou mesmo aos 17, fazendo ótima defesa em conclusão de Jorge Wagner. O time anfitrião chegou a equilibar a partida, mas esbarrava na forte marcação da zaga tricolor, que anulava Wellington Paulista e parava Jorge Henrique da maneira que podia. Na bola ou recorrendo a faltas.

Mas bastou uma falha para o Botafogo chegar com perigo. A rigor, em sua única chance clara de gol na primeira etapa. Depois da insistência do camisa 7 alvinegro, a bola sobrou em ótimas condições para Zé Carlos, que de frente para o gol soltou a bomba. A bola desviou na zaga, mas o árbitro não marcou o escanteio, apesar das reclamações do meia. Apesar da maior posse de bola, o Tricolor não voltou a assustar nos primeiros 45 minutos.

Muricy indiferente ao resultado dos adversários diretos

Botafogo e São Paulo voltaram sem alterações para a etapa final, mas o técnico tricolor fez um pedido a seus jogadores: arriscar mais os chutes de fora da área. E essa era a única preocupação de Muricy Ramalho, que não queria saber como estavam os jogos de Cruzeiro, Grêmio e Flamengo - o Palmeiras já havia derrotado o Goiás por 1 a 0, no Palestra Itália.

- Eu tenho de me preocupar com o meu time. Se for ficar pensando no resultado de outros jogos, não passo tranqüilidade aos jogadores. E eles precisam se concentrar nesta partida para conseguir a vitória.

O Tricolor começou seguindo à risca, e aos seis minutos Renan novamente precisou intervir para evitar que o adversário abrisse o placar. O jovem goleiro saiu bem do gol para interceptar cruzamento rasteiro de Jorge Wagner. Foi a deixa para Ney Franco resolver mexer no Alvinegro, abandonando o 3-5-2 com as entradas do lateral-esquerdo Luciano Almeida e do atacante Fábio para as saídas do zagueiro Edson e do meia Zé Carlos.

Mas não deu tempo para as mudanças surtirem efeito. Aos 16, Renan manchou a boa atuação que vinha tendo ao falhar na reposição de bola. Jean aproveitou e tocou com categoria, por cobertura, para abrir o placar. E a partida ganhou em emoção e polêmica. Aos 24, Jorge Henrique deu ótimo passe para Fábio, que dividiu com Rogério Ceni, e a bola sobrou para Wellington Paulista empatar a partida. Aos 28, em ótima defesa numa cobrança de falta de Andre Luis, o goleiro tricolor evitou a virada. No minuto seguinte, o Botafogo errou na saída de bola e pagou caro por isso. No contra-ataque, Hernanes chegou à área, limpou Leandro Guerreiro e Andre Luis com único drible, e chutou para deixar o São Paulo novamente na frente do placar.

O novo empate alvinegro viria aos 30, mas o auxiliar Renato Miguel Vieira errou ao marcar impedimento de Wellington Paulista, que não participou da jogada. No lance, Lucas Silva chutou para marcar, e o atacante, mesmo em posição de impedimento, não atrapalhou Rogério Ceni. O gol mal anulado, num lance difícil, revoltou os jogadores e provocou a invasão do presidente Bebeto de Freitas, que descontou em cima do quarto árbitro.

- Isso é uma vergonha! Vocês vieram aqui para nos roubar. A bola bateu no jogador do São Paulo. Isso é uma palhaçada! - esbravejava o dirigente.

Aos 33, Rogério Ceni ainda conseguiu irritar ainda mais os torcedores do Botafogo. Depois de chute de Wellington Paulista, o goleiro bateu roupa e voltou a fazer a defesa numa dividida com Renato Silva. No entanto, ficou se contorcendo no chão como se tivesse sofrido uma lesão mais grave. A partida ganhou um clima tenso, e o futebol praticamente ficou relegado a segundo plano. No fim, o trio de arbitragem saiu sob escolta da polícia militar.