Carregamento de 4,5 t é a maior quantidade apreendida no estado, diz polícia.
Droga seria revendida por até R$ 2,5 milhões e estava em caminhão com sacos de arroz

As 4,5 toneladas de maconha apreendidas nesta quarta-feira (30) vieram do Paraguai e iriam abastecer o tráfico de drogas da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, informou a polícia. A apreensão é considerada a maior já realizada no estado, segundo o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. A droga, que seria vendida por até R$ 2,5 milhões, estava em um caminhão estacionado nas proximidades do Mercado São Sebastião, na Penha, subúrbio do Rio.Lucas de Lima Pereira, de 34 anos, foi preso no local, acusado de tráfico. Segundo a polícia, ele comprava a droga de grandes traficantes e a revendia para os varejistas nas favelas.
“Nós estamos fazendo o acompanhamento de várias ações criminosas. A Polícia Civil tem observado algumas rotas, temos hoje policiais até fora do Rio acompanhando algumas rotas para fazer com que a droga não seja distribuída”, disse Beltrame.
Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) monitoravam o caminhão há 48 horas, após uma investigação de dois meses. Segundo o delegado Marcus Braga, o acusado deixou o caminhão na Rua da Farinha, nas proximidades do Mercado São Sebastião. Em seguida voltou para sua casa, na Vila dos Pinheiros, onde pegou um Astra para voltar ao local, onde foi preso.
Para camuflar a droga, o caminhão carregava ainda 1,5 tonelada de arroz, que será doada à instituição de caridade Ramatis, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Já a maconha será encaminhada para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Foram apreendidas ainda cinco escopetas e 50 caixas de munição.
A polícia investigará agora quem seria o dono do caminhão e quem também estaria envolvido na compra da droga.
“Tem muitas pessoas acima dele”, disse o delegado.
O próprio preso revelou que já tinha sido preso com 1,5 tonelada de maconha, há quatro anos, no Paraná. Ele foi condenado há seis anos de prisão e ficou em liberdade condicional dois anos e meio depois. Lucas de Lima Pereira afirmou que apenas dirigia o caminhão.


















